"frita" de vidro azul, stencil
fusão final
pormenor da rede
"(...) se algum caía, tinha a rede para o segurar, e não se magoava e voltava a subir. E da próxima vez já sabia o que tinha de fazer para não cair.
E foi assim que nasceram os trapezistas."
GAGO, André, O Circo da Lua, 1ª edição, Lisboa, DIFEL, 2002.
8 Comments:
Quando me tornar Peter Pan e esgotar os pós mágicos do voo, trilarei uma fita imaginária sobre um trapézio de vidro azul.
Parece aquela rede da rotunda de matosinhos, versão azul! ;)
pedro berenguer:
peter pan ao quadrado?! só se for!
xadai san:
sim, há semelhanças... também com a original, do livro em questão...
o teu livro favorito =)
ensinaram-me, desde cedo, que o trapézio vai da 7ª vértebra cervical até à 12ª torácica, que é o carpo do pulso, que se lhe pode inclusive calcular a área somando as bases, multiplicando a soma pela altura e dividindo depois por dois. Ensinaram-me que se pesca com e sem redes. Mais tarde, aprendi alguns dos alcances dos conceitos de rede pessoal, social, local, metropolitana, mundial, virtual, mas nunca, nunca ninguém em falou de redes quando me falavam de trapézios, até ao dia em que as mãos falharam o ramo da oliveira do pátio da escola, num voo de criança dividida pelo sonho e pela manifestação de destreza física.
E da minha continuada ignorância, pergunto: é, a segurança, azul?
micael:
sim, o meu livro favorito!
le inrockuptible:
ocidentalmente tem muitos sentidos mas há um deles que até se enquadra com a ideia de "segurança": a "liberdade"...
se a rede estiver bem esticada e com a devida impulsão, saltarás bem alto e sentir-te-ás mais "seguro"...feel "free" to fly...
Olha... e achas que dá para por essa rede na linha invisível que separa os meus sonhos da matéria opaca da carne?
Maria:
claro que sim my beloved! Fi-la de malha fina para que até o mais pequeno suspiro fique lá preso e não fuja do "suspirador"...
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